Fiz uma promessa: ser sempre eu. Vi o tempo passar. Vi as coisas acontecerem. Afastei-me e reaproximei-me. Tomei-o como o Homem da minha vida. E é-o. Prometi ser sempre eu. "Cheguei primeiro" era a minha frase de eleição. Então, cheguei primeiro. Então, é o meu Lucas. Então, sou a sua Haley. Então, porque quebrei a promessa? Porque não continuo quem eu era? Porque é que alegria de o ter fugiu de mim? Quebrei uma promessa para me manter feliz: deixa-lo ser feliz. Podia continuar quem eu era. Podia querer muitos cafés. Podia continuar a pedir-lhe presença física, a tal que sempre me fez falta. Mas mudei. E desiludi-me por mudar. Ele está feliz. Essa felicidade é superior à desilusão. Mas essa continua cá, bem dentro de mim. Atinge-me todos os dias. Todos os dias (quando vejo a frase/imagem ideal e que, há uns tempos, lhe teria enviado a dizer "ohh, tão fofinha") a desilusão atinge-me. Ninguém a conhece porque ninguém conhecia a promessa. Mudei para o deixar viver além de mim. Desiludi-me para ele ter uma vida sem a minha presença diária e incomodativa. Continuo cá, sempre, para sempre. É o meu Lucas, o meu Homem. E ele continua lá, sempre, para sempre, eu sei. Numa forma mais ausente, sempre sorrirei com ele, por ele, para ele. Serei sempre o seu ombro, o seu apoio, o seu tudo quando ele me chamar. Mas, para já, ele tem tudo isso e eu fico-me por aqui. A livrar-me da desilusão de ter mudado.
Sabem, se calhar cresci. Ou mudei, somente.
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