Vem, eu espero. Ainda espero. Pelo teu toque nas minhas costas. Pelo teu cheiro e pela tua voz no meu ouvido. Vem, eu espero. O meu coração chama-te, o meu corpo quer-te. Podes vir, sem medos nem timidez. Podes morder e agarrar. Podes vir, à vontade, como o meu corpo te quer. Ainda espero. Pelo teu olhar a percorrer o meu corpo, pelas tuas mãos a acariciar o meu peito. Estou pronta a entregar-me em teus braços, em apagar este desejo louco. Eu espero, ainda. Pronta a te deixar fazer de mim o que quiseres. Pronta a matar esta vontade de "nós" que me consome a alma. Somo as boas e as más acções e consigo, ainda, esperar-te. Para que me consumas o corpo, para que me canses e me faças querer mais. Beija-me os lábios, o pescoço, os seios e todo o corpo.Vem e cria uma nova imaginação comigo. Vamos partir à descoberta de ti e de mim. Vem e descobre-me como nunca um outro alguém irá descobrir. Faz-me tremer e desejar. Acelera-me o coração, tira-me as forças. Vem, eu ainda te espero. Procura-me no escuro, procura-me pelo cheiro da pele. Conhece-me, de todas as formas possíveis. Hoje, perderei todos os pudores, todas as vergonhas de mim. Hoje serei tua, enquanto ainda te espero. Onde e como quiseres, entrego-me ao amor, ao sexo com paixão. Entrego-me ao prazer de te ter ao meu lado, ao prazer de te sentir. Vem, eu espero. Ainda espero. E nego-me a querer-me entregar de tal maneira a um outro alguém. E, se um dia fizer, desculpa-me desde já. Mas vem, enquanto eu ainda espero. Porque o desejo sempre se manterá. O amor, esse morrerá entre palavras e acções. Então vem, eu espero. Ainda espero.
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