O amor não é para ser bom. O amor não é para ser mau. O amor nem sequer é para ser. O amor é para sentir. O amor é para dar. É para repartir por quem o merece. O amor é inexplicável. E, se tu o sabes explicar, então não o sabes sentir. O amor é belo. O amor é ele. O amor sou eu. O amor é quem o merece. O amor é tudo sendo nada. O amor é nada sendo um milhão de coisas. Coisas essas que, por sua vez, não são coisas. O amor não é para ser bom nem para ser mau. O amor é para ser teu, da minha parte. O amor é para se dar, para te dar. O meu amor é teu. É todo teu, de mim, para ti. Assim começaria a minha carta para ti. "Todo o meu amor vai para ti, de mim para ti." Seria assim. Porque o amor é assim. É tudo e é teu. O amor não se explica, não se é. O amor sente-se. Acaricia o coração e acelera-o. O amor é o ar quente que nos aquece a alma. O amor não é tudo mas faz-nos ser tudo. Faz-nos sentir o mundo nas mãos e os pés fora do chão. O amor sente-se. E dá-se. E eu dou-te. O meu amor, é todo para ti. Mesmo que não o saibas. E se não o quiseres, então diz-me. Diz-me que é para eu mudar de rumo a tempo. Diz-me que é para todo este amor não se desperdiçar. O amor, o meu amor. Diz-me se o queres. Se pretendes agarrar esta mão e ficar comigo, ficar com este amor. Diz-me se me posso entregar e entregar-to. Todo este amor que não sou, sinto. Este amor que é nada e faz-me ter tudo. Faz-me ter-te mesmo sem te ter. Diz-me se esta ausência vale a pena. Se esta dor que me aperta o coração e este pensamento que recai em ti, sempre, vale a pena por este amor que é teu. Vá, diz-me. O amor não é para ser bom nem mau. O amor é para se sentir. É para se dar. Eu quero-te dá-lo. Aceitas?
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