Sinto o coração cheio de amor. Como uma caixa que guarda nela todas as palavras doces e mágicas. Vive, no meu coração, o maior amor de sempre. Escondido, debaixo do pó que se cria devido à constante ausência. Vive debaixo daquelas teias que se formam por algo vaguear lá e não o aceitar. E dá-me vontade de o deitar fora. Não o amor, mas o coração. Esse maldito que me faz querer entregar todo o amor. Esse maldito que o guarda para ele e que quer mandar nas minhas acções. Esse pó que se cria em redor de todo o amor, sopra. Sopra vento e leva-o. Deixa o amor em cima, transparente e colorido. E, ao levares o pó, traz presença. Não me deixes com a normal ausência. Não, traz-me um pouco mais de presença. Traz-me um pouco mais de amor. Para que eu possa dar. Para que o meu coração o dê a quem tem direito. Faz-me isso, sopra. E deixa-me dizer-lhe que tudo o que tenho é para ele. Que o lugar no coração, vazio, é dele. Aquele lugar onde ele já está mas que nunca soube. Porque dá-me vontade de o deitar fora. O coração e o amor. Mas e depois o sorriso? Como me vou encantar por ele se já não tiver amor? Como vou gostar de lhe dar a mão, se já não tiver o coração para aquecer? Como vou gostar dos seus beijinhos e da sua protecção, se em mim já nao existir todo o amor que é dele? E é por isso que eu não o deito fora. É por tudo isso que esse amor fica em mim. Que todo o amor adormece no meu coração e permanece.
adoro. o amor é assim...imperfeito. :)
ResponderEliminar*beijinho
sentes te cheia de amor, porque so sabes dizer amor. e a mim dizes de uma forma tao querida, que nada melhor do que comentarios "mimados" teus para me porem um sorriso :)
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