terça-feira, 16 de abril de 2013

Viagem.

"(...)Vive prisioneiro há muito tempo. Fuga. Reinvenção. Força. É grande, Carlos sente-o. Quer sair. Acordar. Respirar. Viver. Eu já não te espero. Sente que perdeu algo. Quer voltar para reconquistar. Quer um nome. Uma casa e uma lareira acesa nas noites de Inverno. Familiaridade. Carinho. Compreensão. Não é um deserto. Mas é algo que o leva à morte. Não pode desistir. Eu não quero que desistas, mas tive de seguir em frente. Parou o tempo. Ou parou a paisagem. Carlos continua. Não pára. Procura a porta de saída. Não procura mais o motivo de desculpa. Não se importa com mais ninguém. Não é o mesmo. Ou eu fiz de ti a pessoa errada. Agora só quer sair. Voltou a sua voz. Baixa e rouca. Tem o gesticular louco. Não controla os seus braços. Faz um enorme esforço. Eu sou tão feliz. Infelicidade a sua. (...)"

2 comentários:

  1. Ai o Carlos! Ai o carlos!!!
    Beijinho

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  2. Gostei mesmo desde excerto, espero que esteja tudo bem por esse lado.

    Um beijinho e nunca te esqueças que o caminho és tu mesma que desenhas :)

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