(...) Estou
despida de medos, despida de sonhos. Deixo que a verdade me atinja, quero ser
derrotada. Desejo cair no chão e tentar perceber quem me vem ajudar. Preciso
reconhecer as minhas fraquezas e os meus melhores poderes. Assumir erros, eu
sei fazê-lo. Mas preciso parar de assumir erros de outros. Sou só eu, não posso
controlar as situações dos outros, é um pecado imoral. Quero um término. Um
ponto final e um parágrafo. Um parágrafo sem amor. Uma coisa simples, daqueles
parágrafos que todos vivem. Uma história sem príncipes e sapos. Uma história de
uma rapariga e os amigos, os verdadeiros. Somente isso. Uma aventura ao ar
livre, um salto para o crescer de amizades. Sem dores, contratempos ou
desilusões. Sorrisos, abraços e apoios. É só o que eu quero, só o que eu
preciso. Não dos que sorriem para mim na rua. Apenas dos que entendem o meu
silêncio. Dos que chegam, sentam e não falam, apenas ficam comigo no silêncio
de uma noite fria. Um confusão de palavras que denuncia a confusão de
sentimentos. Uma dor na escrita que denuncia uma dor na alma. É tudo singelo,
tudo minuciosamente pensado e não escrito. Um erro ortográfico ou um erro
matemático. É denunciado numa linha vermelha. Um corte no coração, quem o
denuncia? Quem o corrige? Ninguém, a não ser eu. Sou a médica das paixões
incompreendidas. Das minhas paixões agridoces que não deviam existir. E hoje,
eu só peço uma aventura. Um novo ar para respirar, um sonho para realizar. Um
medo para ultrapassar. Preciso que não acabem com o que eu não consigo sequer
começar. Chegou a altura de eu superar, de eu vencer. O vento toca-me o rosto,
uma nova brisa. O cabelo voa delicadamente e eu fujo do passado. Preciso da
linha para coser o coração. Quero uma linha verde, de qualquer das maneiras a
marca vai sempre lá ficar. Pelo menos fica ao meu gosto. E depois uso essa
linha para a minha boca. Vou calar os sentimentos. Vou voltar e não me
apaixonar. Usar este novo eu. A lágrima prestes a cair, está presa pela
promessa. Pelo juramento de não chorar. Não lhe vou tocar, não vou deixar que
me toquem. É altura de eu superar. De cumprir o que com simples palavras
prometo. É altura de ser eu, ser mais eu. Altura de me reconhecer. De não parar
mais, de não olhar o passado e perceber que tudo o que gostei, partiu. Altura
de andar sempre, sem correr. De não olhar o futuro, apenas viver o presente.
pois é, acho que nunca se consegue descrever nada que não se conhece realmente. foi só uma suposição, embora me tenha tentado pôr no lugar da personagem. quanto ao blog, era o meu canto, mudei-lhe o aspecto e o nome, deve ser o suficiente para não trazer tantas recordações.
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