sábado, 19 de novembro de 2011

Desilusão

Às vezes, penso que me desiludi num ponto tão enorme quanto descabido. Não que me desiludiste mas que eu me desiludi, que eu te desiludi. E tudo isso proporcionou o que somos hoje. Uma desilusão tão estranha quanto imunda de estupidez. Um sentimento de culpa que ocupa todo o coração e que não me deixa amar. Acho que me tornei impotente. E que te tornei ausência. Fui eu? Alguém que me explique. Às vezes, acho-me incapaz de lutar por um sentimento tão verdadeiro quanto este. E amizades se desfazem. Eu desiludi-me, desiludi-te. Sou ainda uma criança para ti, talvez. Cresci tanto quanto me encantei por ti e ainda assim continuo criança ao teu lado. Já fingi o "estou bem" e já resultou. Sempre resultará, não é? Não sou assim tão perspicaz quanto sou alegre. E essa alegria está-se a perder. Imagina a perspicácia, o quão pequena ela estará agora. Desilusão, é apenas isso. Às vezes, pergunto-me se haveria assim tão boas coisas para me tornar desilusão com uma mínima coisa. Teria algum valor para mim e para ti quanto tenho para o vento. Sim, eu creio que tenho valor para o vento. Nem que seja por o travar quando ele canta forte e eu o tento calar, intrometendo-me no meio. Sim, acho que tenho valor para o vento. E para ti? E para  mim? Serei razão para ser desilusão? Isso é demasiada importância. E eu não me dou importância. Não a suficiente para me tornar desilusão. Isto é o que? Inutilidade? É, talvez não seja uma desilusão, talvez seja apenas uma inútil. É, é isso. Ficamos assim. Apenas isto, eu inútil. Apenas assim, tu tudo.

4 comentários:

  1. oh, não tem mal princesa :))
    Pois é.. e descreve muitas situações minhas.

    ResponderEliminar
  2. Exatamente querida, um melhor amigo é para sempre, sempre <3

    ResponderEliminar
  3. Espero que tenhas razão minha querida <3 Obrigada (:

    ResponderEliminar
  4. infelizmente, é mesmo assim. obrigada querida.

    ResponderEliminar

Opinião.