Tive tudo quando, por momentos, levantei (levantaste-me) os pés do chão. Tive tudo quando, por segundos, voei junto ao alcatrão. Olhando-te e agarrando-te a mão. Também tu voavas e aí, tive mais do que imaginei. No coração, um turbilhão de sentimentos que me agarravam o peito. Fora, no olhar, um brilho inexplicável. Tive tudo quando nada me consumia a alma. Quando, em meditação, eu dizia para mim mesma "agora eu não preciso de nada, agora eu não sou nada, agora não tenho de ser nada." Tive tudo quando te senti em mim, em todos os recantos de mim. Dentro e fora, quando eras meu, quando eras eu.
Depois, voltei a sentir a terra, o chão molhado. Já não havia brisa que me fizesse voar e eu precisava sempre de algo, tinha de ser sempre algo. Aí, nesses prolongados instantes, eu perdi tudo. E por vencida me dei. Derrotada, cai no chão e deixei-me dormitar. Até que um dia me acordem. Ainda dormito nesse chão frio.
porque não acordares tu alguém, ao invés de esperares que te acordem? o comodismo pode trazer a eternidade no tempo da nossa vida. por vezes temos de fazer mais. espero só que consigas ser feliz.
ResponderEliminarR:.os meus textos sempre terão uma ponta de negro, mesmo que quase omissa, estará lá, porque ele é um marco num pedaço da minha vida. obrigado pelas palavras. anima-te.