quinta-feira, 7 de março de 2013

XXXIV



Finalmente, abriste a porta do quarto. Apressado e com um ar ofegante, bateste-a delicadamente e dirigiste-te a mim. O toque de sempre. Beijaste-me os lábios e foste percorrendo o rosto. A roupa começou a sair do meu corpo. Consequentemente do teu corpo também. A tua mão percorria o meu corpo, como se o estivesse a conhecer. Já despidos de roupa e pudores, deitados sobre o colchão, sentimos o corpo um do outro nos lábios carnudos. Esperamos tanto por este dia. Como duas crianças à espera da prenda de aniversário. Esperamos ansiosamente um pelo outro. Como se fosse a primeira vez, ansiava ser tua, sem dor nem receio. Até que aconteceu. Gemidos, toques, beijos. Orgasmo. Real. Verdadeiro. Suor, sexo, amor. Já me esquecia o que era ser tua. O que era estares em mim. Agora, prometes que ficas para valer. Que não me abandonas. Que podemos ser um do outro todas as noites. Sempre que o desejo se apoderar de nós. Prometes. E eu, nos teus braços, após mais uma maravilhosa noite, choro. Estas noites não compensam a tua ausência, que sempre quebra as promessas. Mas, o desejo é maior. O sexo é o melhor. Então, quando quiseres, volta. Por enquanto, serei só e sempre tua.

2 comentários:

  1. Por vezes a promessa torna-se demasiado real para ser abandonada, ainda bem que te dás com ela.
    Beijo.

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  2. Bela história... queria eu ser esse homem por quem esperas e ouvir isso:
    "Agora, prometes que ficas para valer. Que não me abandonas. Que podemos ser um do outro todas as noites. Prometes. Estas noites não compensam a tua ausência, que sempre quebra as promessas. Mas, o desejo é maior. O sexo é o melhor. Então, quando quiseres, volta. Por enquanto, serei só e sempre tua."
    Acho que nunca ouvirei isso.....
    Beijos
    Marco...
    Visite-me também no www.integraldemim.blogspot.com

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