domingo, 25 de novembro de 2012

II

Sei que te saberei sempre de cor. Sinto que me serás sempre aroma doce de mar salgado. Daqui a muitos anos, mesmo com família formada, ainda sentirei os teus "beijos de protecção". Saberei sempre onde te vi, com a floresta encantada no olhar, pela primeira vez. Parece que ontem visitei o passado, onde te saboreei com os dedos. Onde te voltei a conhecer pela mão, com os dedos colados. Saberei sempre os teus abraços, de cheiro a saudade e amor. Saberei-te sempre, como se fosses meu. Conhecer-te-ei sempre, como se fosses de mim. Como se vivesses de mim. Contar-te-ei aos meus filhos, enquanto brincas com eles, no jardim de minha casa. E sei que te darei um abraço, de despedida, como sempre te dou. Como sempre te darei. Sempre.

4 comentários:

  1. Claro que não. O passado não é só feito de boas e más coisas, mas sim de todos aqueles intermédios, de todos os cheios, texturas de carpetes, chãos frios que pisámos de pés descalços, etc..., apesar de não nos lembrar-mos desses pormenores. Daí o passado ser feito de tudo aquilo que também não recordámos.
    Muito obrigada, Lú :D

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  2. também posso ir para tua casa brincar com os teus filhos enquanto me dás uma beijinhos de "até amanhã"?:)

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Opinião.