E se te pedissem para descreveres o amor? O teu amor? Saberias a sua cor? Saberias dizer a que te sabe e qual o cheiro que deixa em ti? Se te pedissem que, numa página, escrevesses o teu amor, o que escrevias? De que cor o farias? Será que inventavas palavras e criavas um novo conceito? Será que subias as paredes e sentias o teu coração a pulsar rapidamente? O que farias, se alguém te perguntasse quem é o teu amor? De onde vem, para onde vai contigo? Se te perguntassem pelo amor, o teu amor, ficarias corada e responderias o quê? Sabes, eu não o descreveria. Eu conheceria a fundo, em mim. Para mim, o amor que me é, é-me. Não se descreve, conhece-se. Se me pedissem para o escrever, diria que uma página é muito. Numa palavra "Tudo", escreveria-o. Porque o amor, o meu, é tudo. Desde o ar, à água, sendo também protecção, desejo, sexo, casa, alegria, lágrimas. Tudo, é assim que escrevo o amor. Não só o meu, o amor no geral. Eu diria que o meu amor não é mais que o teu amor, a única diferença é a consoante que muda. Porque todos os amores são iguais, ou pelo menos deveriam ser. Ridículos mas gigantes. Se me perguntassem por ele, eu corava e respondia a rir "está por aí, à espera de se cruzar comigo.". É, era assim que eu faria.
Muito obrigada :)
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