Prioridade. Significa eleger o que vem em primeiro lugar, ou seja, o que mais importa para nós.
E, por muito que se desminta, a verdade é que há sempre uma pessoa que é a nossa prioridade. E essa pessoa nunca somos nós. Nunca sou eu a minha prioridade. E nunca serei a prioridade de alguém. Sei disso, e não me estou a fazer de coitadinha. Não, não estou a querer que tenham pena de mim nem nada do que se pareça.
Para ser prioridade é preciso deixar que se preocupem e que tomem conta de mim, é preciso deixar que gostem de mim. Eu não deixo. Não gosto que gostem muito de mim e odeio-ME sempre que penso que o meu melhor amigo diz que me ama. Isso magoa-me porque sei que um dia o vou magoar com tudo isto que sou. Todas estas minhas confusões, todos os meus dramas, todos os meus medos um dia vão magoar esta prioridade. E amo, amo que ele me ama e que se preocupe comigo. Ele e todas as pessoas que realmente se preocupam. Mas a verdade é que esse "amor" que eu sinto me magoa. Magoa a ponto de me fazer sorrir, magoa a ponto de me tornar feliz. Esse medo de crescer, de me entregar e de finalmente assumir "preciso ser prioridade" faz crescer algo em mim que me faz querer fugir. E um dia um fujo. Um dia e parto sem partir, um dia eu mudo de casa sem levar bagagens. A frieza apodera-se e eu mando-a embora. Um dia, eu serei nada mais do que coração e tornar-me-ei prioridade. Para mim, para os outros.
Como alguém disse um dia, "O medo é a única força que detém o Homem" e, para já, não tenho força para combater essa monstruosa força. Um dia, um dia...
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