sábado, 17 de março de 2012

Voar

O coração voa, para longe. E o olhar segue-o. Parece tão fácil, voar. Tão simples quanto escreve-lo. Bater as inexistentes, ou transparentes, asas e voar. Sentir o vento no rosto, as lágrimas nos olhos e a liberdade dentro de nós. Parece que nos levaram os pés e a única solução é essa, permanecer no ar. Parece tão simples quanto na verdade o é. Basta fechar os olhos, conter as lágrimas. Basta deixar o coração ir. E ir com ele. Perder as forças nos pés e deixar cair o corpo no chão. Nesse momento, voamos. Voamos porque, nós, a nossa alma, quem nós somos, não está na queda. A falta de força acontece porque fomos com o coração. Voamos, tão simples quanto parece. E são apenas cinco segundos de um voo que nos leva bem longe. Nos leva ao outro lado do mundo, se preciso. Leva-nos a visitar o nosso amor. Aquele gigante amor que não chegou, ainda, a nós. Leva-nos naqueles instantes em que no nosso corpo cai no chão. E quando sentimos o frio do chão no nosso corpo, os olhos abrem e as lágrimas caem. É simples assim. Tão simples quanto eu o escrevo. O voo vem de nós, de dentro de nós. E então, tu escolhes voar?

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