domingo, 4 de março de 2012

Dor.

As lágrimas secaram. Os sorrisos diminuíram. És tu, imune aos outros corações. És tu, somente eu. E então lutas, para que algo te desperte o coração. Queres senti-lo a bater, de novo, como antes. Porra, que algo mude. É desesperante, uma semana muda-te. E ficas assim, com o coração nas mãos, sem o sentir. E ficas assim, impotente para o mundo. Impotente para os sorrisos e, ainda assim, sorris. Quem merece tanto a tua dor que te roube os sorrisos? Dizem que alguém que nos faça chorar, não merece as nossas lágrimas! Mas e, se não as merece e se não as devemos deixar cair, como nos livramos desta dor? Como tiramos este sufoco que está dentro de nós? Falar é o melhor remédio, contam aqueles que, fielmente, acreditam que as palavras tiram toda a dor. E vens para aqui, deixar que as palavras te levem a dor. Erro, não há dor que vá embora assim, simples, com as palavras. A dor chega e fica. E tu perdes os sorrisos. E aguentas as lágrimas. E mostras-te forte. "Aguenta, aguenta porque tu és mais forte do que pensas", dizem-te. Ris, abanas a cabeça e concordas. Por dentro, estás destroçada. E escreves porque a dor já não cabe no teu peito. O teu coração já explodiu e libertou palavras em vez de sangue. E levantas-te, sempre que cais, porque o chão não é uma ajuda reconfortante. O chão não é nem nunca será um apoio. Levantas-te e segues, porque é assim que os fortes fazem. Sorris porque é assim que os outros gostam. Porra, que algo mude. E que possas, finalmente, sorrir com gargalhadas.

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