terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Moldar.
Acho engraçada a forma como o mundo, ou a vida, me molda. Faz-me saber e acreditar que a qualidade é em mil vezes superior à quantidade. Faz-me conhecer que trinta minutos, com qualidade, são melhores que noventa minutos sem qualidade. A vida ensina-me isso, molda-me ao longo dos dias para que isso encaixe no meu mundo. E, ainda assim, a vida quer-me a desejar mais quantidade. Ainda assim, a vida molda o meu coração a desejar mais quantidade, todos os dias. Porque se hoje tiver dez minutos com 100% de qualidade então, amanhã desejarei nove minutos com a mesma qualidade. Só mais um pouco e ainda assim, com qualidade. É engraçado a forma com a vida molda um coração e um pensamento. Em sintonia e sem acordo, assim, tão simples. E eu, que me tento moldar o mais perfeitamente possível ao que ela quer, aqui estou. Desejando que estas semanas passem rápido, a correr. Que a vida me molde num modo off, sem sentimentos, para que tudo isto seja calmo e sereno. Que o mundo me leve o coração e o deixe na mesa de cabeceira dele, para que eu não sinta saudades. Acho engraçada a forma como o mundo e a vida entram em conflito por uma coisa tão pequena quanto o amor. Que o mundo seja sempre do contra e que o coração lhe queira sempre vencer. E mais engraçado ainda, que o amor consiga sempre vencer. Porque ao contrário do que disse à duas frases atrás, o amor não é uma coisa e muito menos uma coisa tão pequena. A vida molda-me, a cada passo. Eu acho engraçado como o mundo tenta um molde e a vida tenha sempre outro, preparado para mim. É, a vida moldou-me em forma de coração. É engraçada a forma como o mundo, ou a vida, me molda.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário
Opinião.