terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O dia de Verão.

Chegou com o Verão. Assim, quente, doce e salgado, gigante, sorridente. Chegou e trouxe o sol. Radiante, brilhante. Podem milhentos dias passar, será sempre o dia preferido da minha vida. Quando chegou e trouxe com ele o sempre. Trouxe o sempre e desejou o para sempre. Naquele dia, tão nosso, tão banal. Veio trazer-me o sabor de Verão que eu esperava há muito tempo. Um amargo doce ou um doce amargo, não sei, depende dos dias. Mas tudo tem o seu senão. Ele também o tem. Mas chegou e eu ainda recordo aquele dia. Hoje, particularmente, recordo-o com as saudades a meu lado. Elas estão bem aqui, sentadas no confortável da cama, olhando para mim. Chegaram a semana passada, talvez. Ou mais, não me lembro bem. Instalaram-se e aqui estão, a recordar aquele dia de Sol. Eu luto com elas, sabes? Luto para que elas não me venham visitar tantas vezes. Luto para que não te tragam na bagagem. Mas insistem. Eu imagino-as cor de rosa mas vestidas de preto. Porque, por algum motivo, as saudades trazem um lado mau a tudo: distância, tempo algo que me faz não ter o que tive em tempos. E porque raio elas são boas? Para me lembrarem de algo que no passado existiu e foi bom?! Raios, vou lutar com elas de novo. Mas tu, tu não foste bom. Foste, sim, mas ainda és. E então, o que querem elas de mim? Só recordar o dia em que vieste e me trouxeste o sorriso? Talvez. Então, tu chegaste num dia de Verão e encheste a minha vida. Preencheste-a de uma forma deliciosa. E eu amo-te, por isso. Aquele amor, simples, doce e brilhante como o dia em que chegaste. Aquele amor doce e salgado, como os nossos dias, sempre assim, doces e salgados.

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