Vou como se não tivesse rumo. Sigo-me pelo coração. Hei-de chegar a algum lugar. Calmo, singelo. Onde o tempo pára e tudo parece se mover. Inúteis pensamentos que não me levam a caminho algum. Deixo-me ir, apenas. Sem destino, no frio da noite. Deixo-me ficar e mesmo assim, vou. Ficando perdida, sem nada a perder. Deixo-me ir e entrego-me ao cair da noite. O coração que me leve. Para longe, para o conforto. O coração que me indique o caminho ao amor. Falo dele com os olhos. Transformo-me nele com os gestos. Basta apenas que o coração me leve até ao mar que o cria. Aquelas águas cristalinas que o embebedam de carinho. Aquele som das cascatas que lhe ensinam as melhores palavras. Oh, o coração que me leve até lá. É um pecado do qual não tenho medo. O fruto proibido que quero testar. Quem não erra? O coração que me leve. É o meu fado, entregar-me à sorte. Ou à falta dela. Eu não sei para onde ir. A razão não me faz lutar. Que seja o coração, que me faça voar sem tirar os pés do chão. Ele que me leve. Vou e deixo-me ir. Estou entregue ao coração, somente a ele. Aprendi a não precisar de ninguém. Mas não encontro nenhum caminho. O coração que me leve. Caminho na velocidade do seu palpitar. Pum – um passo; pum – um passo. É assim. Ficar-lhe-ei a dever o meu tudo. Talvez a minha felicidade ou então o meu desgosto. Quem sabe? Ninguém. Então entrego-me ao coração e deixo-me ir. Arrisco.
Be strong too :))
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