Hoje, acredito seriamente que as crianças não percebem mas sentem. Acredito invencivelmente que as crianças se recusam a pronunciar o nome da pessoa que nunca mas irão ver. Acredito, imutavelmente, que as crianças entendem cada lágrima, cada rebuliço, cada confusão e cada silêncio. E mesmo entendendo elas não percebem e sorriem. Talvez porque tenham certeza que as pessoas partem para um sitio melhor. Nenhum de nós, ditos grandes, pensamos nisso. Choramos, lamentamos, abraçamos. Os pequeninos, ditas crianças, sorriem, brincam, agem normalmente. Elas não percebem mas elas sabem. Acredito nisto porque tenho a prova do meu lado. E por muito que custe, sorrio porque ele sorri também. Mas um dia o choro também chegará e aí será dificil controlar.
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